Mudanças econômicas e de comportamento do consumidor pós-coronavírus
- Fink Gestão Estratégica Empresarial

- 22 de abr. de 2021
- 4 min de leitura
A pandemia trouxe uma série de mudanças na economia e no comportamento do consumidor. Leia o post e entenda as perspectivas para o futuro.

A pandemia do coronavírus mudou a forma como o consumidor se comporta. O isolamento social, as restrições de acesso a locais públicos e os cuidados para evitar a contaminação modificaram as atividades comerciais como um todo. Algumas empresas fecharam, outras tiveram que rever seus processos para continuar atuando.
O impacto na economia foi sensível: empresas fechando, aumento no desemprego e redução das perspectivas de crescimento do PIB. Além disso, mesmo sendo uma situação provisória, as organizações, para manter o foco no consumidor, tiveram que entender esse novo comportamento e se adaptar a ele.
Quais foram as principais mudanças?
Setores importantes sofreram com a pandemia. Veja quais foram os mais relevantes:
Economia brasileira
De acordo com o IBGE, a taxa anual de desemprego no país em 2020 foi de 13,5%, o maior índice desde o início da série histórica em 2012. São mais de 13,4 milhões de brasileiros na fila do emprego.
Alguns segmentos cresceram, como o caso do e-commerce, cujas vendas cresceram 68% na comparação com 2019, o que elevou a participação do e-commerce nos números totais do varejo, que passou de 5% em 2019 para 10% em 2020.
A indústria e o comércio também apresentaram um crescimento acentuado, face às necessidades do consumidor. A venda de alimentos em supermercados cresceu 10% em 2020 por conta dos brasileiros que passaram a preparar sua própria comida ao invés de comer fora, durante o home office.
Home office
Muitos profissionais tiveram que trabalhar em casa, no regime de home office, o que despertou um novo comportamento nas empresas. Muitas delas vão permitir que esses colaboradores mantenham o modelo remoto mesmo após o fim da pandemia, visto os benefícios que este regime de trabalho trouxe para as organizações.
Aplicativos de delivery
Outro ponto que chamou a atenção foi o crescimento dos aplicativos de delivery. Muita gente passou a comprar nesses aplicativos ou utilizá-los como fonte de renda principal. O que contribuiu também para o aumento do número de profissionais que saíram da informalidade e passaram a ser MEI (Microempreendedor Individual), o que traz mais benefícios e oportunidades.
Compras on-line
Como mencionado, o mercado virtual apresentou um crescimento sensível, mas já evidenciado nos anos anteriores. A pandemia passou a ser um catalisador para aqueles consumidores que ainda não tinham efetuado uma compra on-line. Isso modificou a forma como muitas lojas virtuais atuam, a fim de atender esse novo consumidor.
Além disso, negócios surgiram para atender às novas demandas, aproveitando as oportunidades criadas com a pandemia.
Ensino EAD
O isolamento social fez com que as escolas, fechadas, tivessem que produzir conteúdo para os estudantes em casa. Além disso, muitos profissionais passaram a fazer cursos online em suas casas, principalmente de curta duração.
Acredita-se que este modelo continue, principalmente nas capacitações, tendo em vista que é menos custoso para o estudante e as entidades.
Bares e restaurantes fechados
Não só os bares e restaurantes tiveram que fechar, mas também outros serviços relacionados ao entretenimento. Sem shows, casas de espetáculos e teatros, os artistas tiveram que buscar alternativas, entre elas as lives, espetáculos especiais e outras apresentações sem contato com o público.
Bancos
Os bancos, assim como as fintechs, tiveram que se reinventar. Muitos deles, principalmente os maiores, criaram plataformas on-line para conseguir oferecer seus principais serviços, que durante a pandemia foram restritos.
Quem antes precisava ir até uma agência bancária passou a utilizar as opções on-line para a maioria das transações. Somente alguns serviços ainda exigem a presença do cliente, e mesmo assim, respeitando o isolamento social.
Turismo
Com aeroportos fechados, restrições do comércio, lockdown e proibição de abertura de casas de shows, o turismo apresentou uma queda sensível. Os hotéis tiveram sua capacidade reduzida e não puderam operar em algumas datas, o que fez sua lucratividade despencar.
O que esperar do futuro?
Ainda é muito cedo para ter uma perspectiva real de tudo que pode acontecer. De acordo com o relatório da Fecomércio SP, as mudanças no comportamento do consumidor podem gerar oportunidades em outros setores.
O turismo e o lazer são áreas que ainda podem levar um tempo para se recuperar, contudo, devem ganhar grande relevância ao fim da pandemia.
Esses e outros setores, que não podem ser substituídos por alternativas tecnológicas, ainda sofrem com os reflexos da pandemia. No entanto, irão contribuir muito para a economia, sobretudo pela necessidade de lazer do consumidor quando tudo estiver controlado.
Não é possível saber se tudo volta ao normal, porém, os novos processos que vieram com a pandemia tendem a permanecer mesmo quando ela for embora, em especial aqueles que compreendem maior agilidade e ganho para os processos.
O que resta é esperar e torcer para que os setores absorvam bem essas mudanças e as empreguem em seus cotidianos.
Sua empresa está preparada para as mudanças que a pandemia trouxe? A Fink pode ajudar na retomada do crescimento. Os desafios são muitos e contar com quem entende do assunto certamente fará a diferença. Entre em contato conosco e saiba mais.


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